Governar os mortos necropolíticas, desaparecimento e subjetividade

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Como o Estado administra não só a vida como também a morte de determinados cidadãos? De que maneira o desaparecimento de pessoas e corpos se constitui como um mecanismo em contínuo funcionamento? De quem são os cadáveres que o Estado não quer nomear? Essas são algumas das questões que o filósofo e psicanalista Fábio Luís Franco levanta ao desenvolver uma análise do processo de produção, normatização e apagamento sistemáticos da morte, com foco na atuação de forças do Estado. Tendo como base o conceito do filósofo camaronês Achile Mbembe de necropolítica, Franco recupera nas guerras coloniais os mecanismos de contrainsurreição que foram legados aos generais das ditaduras latinoamericanas e fizeram do desaparecimento um método de repressão. Mas esse não é um fenômeno de exceção durante a ditadura, ao contrário, como mostra Franco, ele está entranhado na estrutura governamental do Brasil, presente nas mais diversas estratégias que tornam o desaparecimento um modo de governar. Não é preciso que o Estado mate basta que ele deixe morrer ou deixe matar. Ou ainda que deixe que se matem uns aos outros. Não é preciso que o Estado suma com os corpos é suficiente que não procure os desaparecidos nem quem os fez desaparecer. O mesmo se estende às mortes por epidemias, ignoradas ou camufladas pelos poderes públicos. No momento em que o Brasil está entre os líderes de vítimas da covid 19 no mundo e ocorre uma banalização dessas mortes, uma política sistemática de dessensibilização do corpo social, o livro de Franco é ferramenta valiosa para a compreensão dos mecanismos da necropolítica que nos trouxeram até aqui..

Livro

Número de Páginas178
AutorFranco, fábio luis
EAN/ISBN9786586497564
DimensõesPeso (kg) 0.198 | AxLxC (cm) 21.00x13.00x1.30
EditoraUbu editora
ISBN 106586497566
Ano da Edição2021
Data Publicação20/09/2021
Edição1
SituaçãoDisponível
EncadernaçãoBrochura
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