Manicômio judiciário a reclusão disfarçada de cuidado

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Desde a construção dos primeiros manicômios judiciários no Brasil, há mais de 100 anos, presenciamos a contradição entre atenção à saúde mental e lógica punitivista do sistema prisional. Considerando esse fato, a presente obra analisa cuidadosamente a legislação e o contexto do início do século XX. Em seguida, apresenta os casos bem sucedidos da Itália e do estado de Goiás como exemplos de localidades em que os manicômios judiciários foram definitivamente fechados empreende um estudo de caso apurado sobre uma pessoa com diagnóstico psiquiátrico em conflito com a lei expõe as diferentes configurações dos manicômios judiciários no período fordista e pós fordista e, por fim, aborda como o discurso da periculosidade vem cumprindo um papel fundamental na manutenção das pessoas com transtornos mentais encarceradas nos manicômios judiciários. A obra denuncia que a internação em manicômio judiciário não tem por objetivo a preocupação com a saúde mental, mas, sim, a punição por um crime que, mesmo quando o sujeito é absolvido, permanece como fundamento organizativo de tais instituições. Em síntese, o autor argumenta que a periculosidade pode habitar muito mais o Estado do que o louco criminoso..

Livro

Número de Páginas255
AutorThiago, bagatin
EAN/ISBN9788584802296
DimensõesPeso (kg) 0.405 | AxLxC (cm) 23.00x16.00x1.40
EditoraUfpr
ISBN 108584802290
Ano da Edição2024
Data Publicação30/12/1899
EncadernaçãoBrochura
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