Bambino a roma ficção

Por: R$ 79,90ou X de

Calcule o valor do frete e prazo de entrega para a sua região

Descrição do Produto

Leque de impressões de uma infância vivida e imaginada, Bambino a Roma tem nas memórias de Chico Buarque a matéria prima para sua ficção.Via San Marino, 12. No primeiro andar do prédio baixo e amarelo, o menino traça rotas no mapa múndi que cobre a parede do quarto. A náusea sentida durante a navegação do Brasil à Itália ficara para trás e as viagens cartográficas vão sendo deslocadas, em escala menor, para os percursos pelas ruas de uma cidade a ser descoberta. Reminiscências diversas compõem esse trajeto as primeiras manifestações do desejo as partidas no gol a gol com Amadeo, o filho do quitandeiro a escola e suas fugas cartas, bilhetes e romance, toda uma escrita endereçada a Sandy L., sua paixão juvenil a dor da apendicite.Em sua bicicleta niquelada com pneus brancos, Chico Buarque faz o zigue zague por Roma, solta às vezes a mão do guidom e ensaia um equilíbrio fino entre lembrança e imaginação. Nesse passeio delicado, vislumbres da relação com o pai, a mãe e os irmãos somam se às experiências formativas projetadas por um narrador às voltas com o passado.Uma nova incursão ficcional de Chico Buarque por sua história familiar, desta vez na Roma de 1953 4. Nesta cartografia da memória, alegrias e paúras da infância se misturam reavivando um cotidiano quase mágico as ventas de Pio XII e uma valsa com Alida Valli, andanças de bicicleta e brincadeiras no parque, O cangaceiro no cine Rex e o suicídio de Vargas. Vibrante água forte de lugares e sonhos, traçada pelo ‘escritor atormentado’ numa língua de várias fontes ‘Tu pensi que cachaça è acqua? Cachaça non è acqua, no’. — Maurício Santana Dias‘Como foi que a infância passou e nós não vimos’, observou o poeta Carlos Drummond de Andrade. Na idade madura, Chico Buarque mira os tempos idos para narrar e curtir a infância em Roma, como se assistisse a um filme em que todos os personagens aparentam estar de passagem por lá. ‘No estrangeiro’, ressalta ele, ‘é tudo estranho.’ No passado, o bambino brasiliano largara mão da ideia de um diário, sugerido pela mãe. Optava pelo esquecimento, que abriria espaço para a imaginação ficcional cobrir as lacunas da memória. — Silviano Santiago.

Livro

Data Publicação13/08/2024
Edição1
EncadernaçãoCapa dura
  • VTEX

Copyright © 2013. Todos os direitos reservados.
Todas as marcas e suas imagens são de propriedade de seus respectivos donos.
É vedada a reprodução, total ou parcial, de qualquer conteúdo sem expressa autorização.