As máscaras de artaud

Descrição do Produto

É muito comum, em nosso cotidiano, utilizarmos a palavra máscara de forma depreciativa. Expressões como a máscara cai ou tire a máscara pressupõem, antes de tudo, uma ontologia do sujeito um sujeito que, dotado de uma verdade sobre si mesmo, vive na aparência, na hipocrisia ou na mentira. Retirar a máscara seria, então, esse momento em que o sujeito se apresenta em sua essencialidade, em sua verdade, e, portanto, em sua constância, afastando se de si a mentira de ser um Outro que não ele mesmo. Ora, certamente, quando estamos falando em as máscaras de Artaud, nosso entendimento afasta se dessa utilização coloquial. As máscaras, no sentido em que atribuímos ao poeta maldito, não são uma camada supérflua em que o indivíduo utiliza para se esconder, mas a própria condição para expor, profundamente, qualquer impossibilidade da existência de um indivíduo constante. Isto é, a máscara é a própria condição do ser que se coloca como ser devir, como ser em movimento. Nesse sentido, a máscara não é apenas uma indumentária que cobre o rosto, mas o que há de mais profundo no ser, já que não temos, em Artaud, esse indivíduo metafisicamente constituído a partir de uma identidade fixa e inalterável, esse ser a priori ao viver..

Livro

Número de Páginas168
AutorRenan, pavini
EAN/ISBN9786587802626
DimensõesPeso (kg) 0.250 | AxLxC (cm) 21.50x16.00x1.00
EditoraPucpress
ISBN 106587802621
Ano da Edição2021
Data Publicação30/12/1899
EncadernaçãoBrochura
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