Direitos fundamentais na era dos extremos a exceção como regra

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Passados alguns anos desde o assim chamado annus mirabilis de 1989 (Häberle), com a propagação de uma certeza da vitória do liberalismo econômico e da democracia representativa ocidental, a abertura do mundo da vida às mais amplas formasde intercomunicação e a inserção da multidão no mercado de consumo, uma coletânea que (ainda) pretenda discutir a valência contemporânea dos direitos humanos parece, quando menos, intempestiva, mormente por fixar como ponto de discussão o seu antípoda par excellence, o estado de exceção. Mas aqui ingressa, entretanto, o próprio conceito de contemporaneidade, pois, conforme Barthes, ser contemporâneo é ser intempestivo, extemporâneo, mesmo imprevisto. E nada e nem ninguém supunha que, uma vez derrotados os inimigos internos e externos da democracia e dos direitos humanos, viveríamos tempos de deficium de nossas certezas e princípios fundantes da comunidade humana. E discutir a valência dos direitos humanos como modo de evicção da civitas dissolutas é isso um extemporâneo de nosso tempo, quanto mais por que, se ficarmos no campo da violência e do terrorismo [do Estado?], […] as democracias ocidentais não parecem capazes de enfrentá lo[s], a não ser que utilizem instrumentos e estratégias que ao largo minam os valores sobre os quais se fundam estas democracias […] (Esposito). O que nos resta, portanto, é, como López Aranguren, perceber....

Livro

Número de Páginas328
AutorVarios autores
EAN/ISBN9788568972946
DimensõesPeso (kg) 0.400 | AxLxC (cm) 21.00x14.00x1.00
EditoraEmporio do direito (tirant)
ISBN 108568972942
Ano da Edição2016
Edição1
SituaçãoDisponível
EncadernaçãoBrochura
  • VTEX

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