Drogas a historia do proibicionismo

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Você sabia que os revolucionários bolcheviques concordavam com a proibição da vodca imposta pelo czar Nicolau II até assaltarem o poder e perceberem que o estado soviético dependeria daquela receita para fazer avançar a revolução? Que o Canada, assim como o estado soviético fazia com a vodca, tem hoje um monopólio estatal para distribuir maconha? Que a proibição do consumo de certas plantas, como café, cevada, papoula, cannabis, folha de coca, tabaco e etc. é uma ideia recente que começou a se proliferar no final do século XIX com o nascimento da biopolítica? Que a classificação de certas plantas como drogas e a sua divisão entre ilícitas, lícitas medicinais e as lícitas recreativas é extremamente recente? Quando começaram a criminalizar certas substâncias que não fazem mal a ninguém a não ser ao próprio usuário? Por que plantas que estimulam a produtividade, cruciais para o funcionamento do capitalismo, são abertamente comercializadas apesar dos seus danos à saúde?Todas as questões, entre outras, dão a tônica do livro Drogas a história do proibicionismo, escrito pelo professor do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP e especialista em história da alimentação, Henrique Carneiro. O livro, além de resgatar algumas proibições históricas da antiguidade, traça uma análise de diferentes interdições promovidas pelos Estados modernos na França, Canadá, Estados Unidos, Rússia e China. O livro também discorre sobre a revolução psicoativa do final do século XX e como o capitalismo se apropriou desta questão para transformá la em mercadoria, enquanto criminaliza consumo de grupos colonizados e não hegemônicos..

Livro

Número de Páginas514
AutorCarneiro, henrique
EAN/ISBN9788569536413
DimensõesPeso (kg) 0.350 | AxLxC (cm) 24.00x17.00x1.00
EditoraEditora autonomia literaria
ISBN 108569536410
Ano da Edição2019
Edição01
SituaçãoDisponível
EncadernaçãoBrochura
  • VTEX

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