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A tradição literária brasileira ensina que Bilac foi poeta parnasiano. A partir dessa lição construiu se o preconceito de que sua poesia é puro exibicionismo métrico e vocabular, prato cheio para aqueles que entendem literatura apenas como ornamento social. Outros ainda desconfiam dela, porque suas raízes são pouco verde amarelas.Muitos, no entanto, ignoram que seus poemas sofreram forte concorrência, quando Bilac aderiu de maneira incansável ao jornalismo, exercendo o nos mais diversos periódicos cariocas e paulistas durante vinte anos. Foi sobretudo graças à Gazeta de Notícias do Rio de Janeiro que o poeta trocou de rumo e preferiu a formação da opinião pública em vez de agradar ao público.Nesse jornal de Ferreira de Araújo, que novidade! remunerava seus colaboradores, Bilac permanecerá durante muitos anos, assumindo o lugar que um dia fora de Machado de Assis. Como cronista, sua linguagem se transforma aos poucos e envereda cada vez mais pela objetividade e pela concisão. Ajustado, portanto, a essa função que lhe rendia público menos amplo que o livro de poemas, o cronista investe no imediato do seu espaço e faz da cidade o grande assunto de suas preocupações. Pode ser exagerado atribuir a ele a transformação urbana desencadeada no Rio de Janeiro a partir de 1904, sob a administração de Pereira Passos. Mas seria muito injusto, por outro lado, omitir sua parcela de responsabilidade nessa reforma e negar lhe ainda participação na formação de uma consciência cívica e urbana brasileira..

Livro

Número de Páginas416
AutorBilac, olavo
EAN/ISBN9788571646209
DimensõesPeso (kg) 0.315 | AxLxC (cm) 16.00x11.50x2.20
EditoraCompanhia das letras
ISBN 108571646201
Ano da Edição1996
Data Publicação13/12/1996
Edição1
SituaçãoDisponível
EncadernaçãoBrochura
IdiomaPortugues
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